De como o marujo, usando um clipe de papel e uma escova de dentes, abriu caminho pelo buxo da morsa para a sua liberdade

Morsa saciada
Põe-se a nadar
Em direção a pedra
Que é o seu lar

Cruel e vil morsa
Merecido fim teve
Por sua pança gulosa
Banha não mais susteve

Densidade aumentou-se
E de pronto afundou-se
De tanto peso fazia
A miserável presa comida

Morsa má e inexperiente
Nunca havia comido gente
Por conseguinte não sente
A chegada do fim iminente

Marujo apertado no buxo
Imundo, fedido, pançudo
Pelo punho marcado no remo
Certeiro soco gemendo

Infeliz, pois, foi seu golpe
Na dura morsa, inócuo
Pôs-se a pensar a galope
E não perder o foco

Pegou então seu clip
Fiel companheiro infalível
De longas aventuras, temível
E com ele fez um “pik”

Furado estômago inchado
Pela tensão, fez-se um rasgo
À liberdade, viu o marinheiro
Fujir, tentou-o ligeiro

Pois veja então, que tragédia
O rasgo não lho cabia
Passava sòmente a mão
Que muito esforço fazia

Lembrou-se então, marinheiro
Que de casa nunca saía
Sem sua escova de dentes
Que muita falta o fazia

Funçõu, então, em seus trapos
Pegando senão que devia
A sua escova de dentes
Que muito lhe serviria

Deu-se que era Newton
De alavanca, se lembraria
E usando a escova de dentes
O buxo da morsa, abriria

Continuação de De como a morsa comeu o remador. Foi escrita logo em seguida, e valem as mesmas considerações.

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