Archive for the ‘Log’ Category

Ficha de D&D 3.5 em Português (Devir)

January 11, 2015

Cansado de baixar aquela porcaria de ficha que a Devir disponibilizou em seu site junto com a publicação do D&D 3.5? Aquela com marcas de corte nas bordas para a gráfica? Aquela, que quando você imprime, a ficha aparece encolhida no meio da página?

Seus problemas acabaram! Aqui está a mesma ficha em PDF, só que com página A4 e sem as marcas de corte. Perfeita para você que vai imprimi-la em casa, e não numa gráfica:

Ficha D&D 3.5 boa

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Amigos de Bolso™ contra o BitCoin

January 6, 2013

Após um Amigo de Bolso™ do Izzy me apontar o link [ Dossiê HBD ] Bitcoins, a moeda do futuro (no presente é só uma piada mesmo), por ser de tantas maneiras impreciso e tendencioso, resolvi publicamente discordar e replicar nos pontos pertinentes.

Sendo um conhecedor do BitCoin, logo na introdução do artigo fiquei sem entender as alusões do tipo “pífia e juvenil tentativa”, “célebre motivo de chacota” e “lorota financeira comparável a Herbalife”. A alusão a lorota financeira se fez claro mais abaixo quando o autor descreveu sua visão sobre o tema, bem como a “chacota”, já “pífia”, “juvenil” ficaram injustificados, principalmente pelo fato de o próprio autor ter admitido a importância do BitCoin para atividades ilícitas. Pode não ser idônea, mas de maneira alguma é “pífia” ou “juvenil”.

O que é BitCoin?

Um erro menor do autor nessa seção foi dizer que BitCoin é uma moeda “criptografada”. Nada no protocolo do BitCoin é criptografado, nem há nenhuma necessidade implícita de criptografia para seu uso e funcionamento. Entretanto é uma prática comum para os possuidores de BitCoin criptografarem sua carteira para impedir acesso indevido, exatamente da mesma maneira que criptografamos arquivos importantes, comunicações de email e transações bancárias, o que portanto não justificaria chamar a moeda de “criptografada”.

Mas o erro principal foi outro: implicar que o criador do BitCoin tivesse objetivos conspiratórios ocultos aos criar a moeda, sem levar em conta o adjetivo correto que deveria ter sido usado em lugar de “criptografada”: “distribuida”. BitCoin é acima de tudo, uma moeda distribuída, sem nenhuma autoridade central, sem nenhum controlador implícito ou explícito. Toda a infraestrutura de software que possibilita seu funcionamento é livre, modificável e aberto para auditoria. O que evita fraudes é o consenso gerado pela rede BitCoin, ninguém ou nenhuma instalação especial de software ou servidores tem autoridade para ditar os rumos da moeda, criá-las espontaneamente ou alterar seu valor. Nem o criador, nem ninguém. O processo de funcionamento das BitCoins é completamente aberto, auditável e consensual; não tem ponto central.

Não importa os objetivos do criador do BitCoin, porque ele não tem mais nenhum controle sobre a moeda. Ela foi criada para ser incontrolável, e só ganhou popularidade por isso: não foi um cara que disse “ela não está sujeita a ninguém, confiem em mim”, foi que cada indivíduo que analisou a fundo seu processo de funcionamento e acreditou, atestou que assim o era (e ainda hoje mais e mais pessoas o fazem e o atestam).

Como as bitcoins (não) funcionam?

Essa foi a sessão mais errada e distorcida de todo o artigo, e de certo modo justifica a visão do autor de “lorota financeira comparável a Herbalife” sobre o BitCoin.

Explicando realmente como as BitCoins funcionam: você tem BitCoins em sua carteira, que pode ser um programa no seu computador ou uma conta em alguns dos sites que oferecem serviço de carteira BitCoin. Lá estão armazenadas suas BitCoins. Quando você quiser pagar por algum bem ou serviço, você coloca o endereço do destinatário, digita o valor a ser enviado, e clica para enviar a transação pela Internet. Dentro de alguns minutos sua transação será validada e confirmada pela rede.

No caso inverso, você tem dinheiro a receber, você clica em um botão na sua carteira para gerar um endereço de pagamento (um código do tipo 13bbGCsjo5RrByDdQovxLwhquzDyTbHG7Q) que você envia ao seu pagador para que ele possa efetuar a transação.

Simples assim.

Agora, realmente existe o processo de mineração de BitCoin como mencionado no artigo do Izzy, mas dizer que “você baixa o software oficial da parada e a roda no seu computador. Dependendo da potência do mesmo […] você vai ganhar algumas frações de bitcoins após rodar o aplicativo por algumas horas” é tão preciso quanto dizer “existe um metal que vale muito dinheiro chamado ouro e tem ele enterrado. Funciona assim, você pega uma picareta e cavuca a terra, e algumas horas depois você acha alguns microgramas de ouro”.

Ainda tem um erro menor nessa afirmação, que diz que o software tem que ser o “oficial”, decorrente da mentalidade de que o BitCoin é um esquema fraudulento controlado por algum grupo restrito de pessoas. O processo de mineração de BitCoin foi criado de modo a ser matematicamente garantido de ser difícil, e portanto dar valor à moeda (lei econômica: quanto mais raro, mais caro). O processo utiliza um algoritmo padrão para este propósito, o SHA-256, projetado pela NSA. Por ser um algoritmo muito comum e conhecido (eu o aprendi pela Wikipédia), é relativamente fácil escrever um minerador, e existem dezenas deles, com zilhões de funcionalidades e propósitos específicos. Se você for se aventurar a minerar, o último que você vai querer é o “oficial” (o primeiro minerador feito; chamá-lo de lento é bondade, ele é completamente inútil na economia atual do BitCoin).

O processo de minerar BitCoin é oneroso por causa do hardware necessário, barulho e calor gerados, energia consumida (e poluição gerada, dependendo da fonte dessa energia). Acreditar que vai ganhar dinheiro fácil com isso é igual acreditar que você vai ficar rico se pegar sua picareta e ir para alguma corrida do ouro na Amazônia junto com mais zilhões de pessoas que tiveram a mesma ideia, e montam aqueles acampamentos de mineiros cheios de miséria e prostituição que as vezes passam na Globo. Minerar BitCoin não funciona assim, exige planejamento, recursos, e as contas na ponta do lápis, e isso é facilmente visível para qualquer um que não acredite em esquemas de pirâmide. Aparentemente a ira do Izzy vem do fato de isso não ser nenhuma fonte mágica de dinheiro, como ele talvez um dia quis acreditar que fosse, e agora sai atacando.

De fato, pela inexorável mão invisível do nosso amigo Adam Smith, mineração de BitCoin nunca poderá ser uma atividade mais que muito pouco rentável, por que quanto mais gente tiver minerando, mais difícil fica, atingindo um ponto de equilíbrio onde só é rentável o suficiente quando gente suficiente desiste por acreditar que não vale a pena o esforço. Certamente para mim não vale o esforço de sair numa corrida do ouro, e para muita gente não vale o de minerar BitCoin.

Como apontado no artigo, é verdade que a moeda é muito instável e tem grandes variações de preço, por isso é considerada um investimento de alto risco para especuladores (se se pode ganhar muito, se pode perder muito), mas isso é devido à sua idade e seu relativamente baixo volume de utilização.

Pera, um ex-site de Magic é o “Banco Central” dessa parada? Isso não me parece muito seguro.

O Mt.Gox não chega nem de perto a ser o “Banco Central” do BitCoin, pois a função do Banco Central é emitir e controlar artificialmente o preço da moeda, e isso não existe no BitCoin. O Mt.Gox está mais para a NASDAQ do BitCoin, pois é a maior bolsa de valores que negocia a moeda.

E sim, é insegura, volta e meia vemos sites que lidam com grandes quantidades de BitCoins são invadidos e roubados, ou então os dados são perdidos. Infelizmente isso é uma limitação do BitCoin como um conceito novo com somente 3 anos e poucos de existência: as instituições que lidam com os valores não estão acostumados com a segurança e procedimentos exigidos na atividade financeira, e não adotam procedimentos de segurança desenvolvido a duras penas ao longo dos anos pelas instituições financeiras convencionais. Essa falha não é inerente da moeda em si. A revista Forbes já apontou estes aspectos da segurança do BitCoin, e também já foi rebatido.

O mais interessante é ver o autor acusar e desconfiar das instituições que lidam com BitCoins, e principalmente explica o aspecto da “chacota” mencionada na introdução. Aparentemente, por não serem grandes e super poderosas corporações como os bancos internacionais (que já quebraram o mundo mais de uma vez) que estão por trás do BitCoin, mas sim sites simples, evoluídos de mercado de trocas de cartas de Magic, e pessoas simples e normais com os quais nos identificamos que estão lucrando com o BitCoin, o autor ataca, faz chacota e acusa de má fé e corrupção essas pessoas, quase como se tivesse inveja, e quisesse ele ter tido a ideia e lucrado com o BitCoin antes/no lugar deles.

A própria acusação de corrupção contra o sujeito Bruce Wagner (que eu nunca tinha ouvido falar, e não tem a menor importância na economia e continuada utilização do BitCoin) referencia um site dedicado a chacotas sobre o BitCoin, o ButtCoin, que a propósito, foi encerrado aparentemente por falta de ibope.

Quanto a afirmação de que o Banco Central Europeu diz que o BitCoin tem semelhanças com esquemas de pirâmide, é simplesmente falso. Segue o único trecho que a palavra “pyramid” é mencionada:

“Therefore, although the current knowledge base does not make it easy to assess whether or not the Bitcoin system actually works like a pyramid or Ponzi scheme, it can justifiably be stated that Bitcoin is a high-risk system for its users from a financial perspective, and that it could collapse if people try to get out of the system and are not able to do so because of its illiquidity.”

Preguiça de traduzir à parte, o trecho justifica o quão arriscado pode ser para uma pessoa se meter com BitCoin sem entender como ele realmente funciona (opinião de um Banco Central; claro que muita gente que já se fudeu por causa de um banco convencional poderia dizer a mesma coisa sobre eles), mas diz explicitamente que eles não tem nenhuma dado para considerar o BitCoin como um esquema de pirâmide; é quase o oposto do que o Izzy falou. Ele só levanta a possibilidade de, caso as pessoas desacreditem do BitCoin e não queiram mais comprá-lo, você não poderá mais vender o que você tem por dinheiro convencional. O mesmo risco que os investidores de ações correm caso todo mundo ache que as ações da Petrobrás não tem mais valor e param de querer comprá-la.

Mas Izzy, um broder meu que manja dessas coisas e é super politizado falou que a vantagem do bitcoin é que, ao contrário de moedas fiat, ele não desvaloriza e não inflaciona, o valor dele só sobe!

Dãã! É claro que o valor flutua, como o de qualquer ativo negociável que não seja uma bomba relógio em viés de explodir! Lembram do Avestruz Master?

O sentido real dessa frase vem do fato da moeda ser por natureza deflacionária, o que significa que, a longo prazo, se a atividade econômica em torno da moeda aumentar, seu preço só pode subir, porque não tem ninguém com poder para emitir mais BitCoins para compensar o crescimento da economia. Isso se dá por que a moeda foi planejada para ter uma taxa de produção decrescente, ou seja, a quantidade de BitCoins produzidas vai diminuir até parar de ser produzida, e só re-circular o que já existe. Isso não tem nada a ver com as flutuações locais dentro de uma bolsa de valores.

Você mencionou que é difícil mineirar bitcoins. Explique isso melhor.

Só corrobora o que eu falei sobre BitCoin não funcionar como a seção Como as bitcoins (não) funcionam? do artigo original alegar: não é pra qualquer um mineirar. Até o os primeiros hardwares dedicados à mineração de BitCoin começarem a ser entregues, que diminuiriam o consumo de energia em ordens de magnitude, o calor gerado é um efeito colateral indesejado que as pessoas tentam aproveitar.

E em quantas situações energia elétrica não é queimada para simplesmente se produzir calor? Ferro de passar, chuveiro elétrico, forno elétrico e aquecedor de ambiente em locais frios, etc. Claro que para o autor essas situações onde o calor da mineração de BitCoin é aproveitado em lugar de se queimar a mesma quantidade de energia e não produzir nada não passa de chacota. Mas considero montar essas engenhocas um hobby muito mais interessante do que, por exemplo, rebaixar carro, por luz de neon em baixo, um som gigante no porta malas e sair perturbando a paz pela cidade (só para citar um hobby geralmente reprovável).

Mas Sr. Izzy A. Nobre, se isso é uma merda, qual a real utilidade das bitcoins?

BitCoin tem sim seu grande atrativo para atividades ilícitas por ser anônimo. “Quase anonimidade” é uma afirmação meio fraca sem prova ou confirmações de casos em que pessoas são rastreadas através do BitCoin. O usuário pode ter quantas carteiras BitCoin quiser, cada uma com quantos endereços, sem relação um com o outro, quiser. E as carteiras e os endereços podem ser criados à vontade, offline no próprio computador, ninguém tem o controle sobre isso. Daí vem a afirmação que BitCoin é anônimo, porque não tem como ligar com certeza endereços — por onde passam as transações — com a identidade do dono daquele endereço. Olhando para a cadeia de blocos da rede BitCoin (tipo o livro de registro de todas as transações realizadas na moeda) você pode ver o dinheiro indo de endereço para endereço… mas não dá para saber por ali quem controla aquele endereço.

Eventualmente alguns dos seus endereços BitCoin se tornam conhecidos por alguém: se você usar seu endereço em negócios com uma pessoa, ela provavelmente terá alguma informação de contato sua que ela poderá relacionar ao seu endereço. Então ele é rastreável? Teoricamente sim, tão rastreável quanto receber uma nota de troco na padaria e tentar fazer o padeiro lembrar quem deu aquela nota para ele. Simplesmente não é uma abordagem realista, ainda mais se a quantia tiver passado por várias transações antes de levantar a suspeita.

E quanto a “essa porra” ser um “oceano de credibilidade”? Do que se duvida do BitCoin? Se for da sua robustez como moeda de troca, tem toda uma economia (ilícita) bem estabelecida e dependente do BitCoin, de modo que demanda por ele não vai faltar, garantindo sua liquidez. Se for da sua anonimidade e conveniência: bandidos usam sem medo de serem pegos. Que garantia maior você poderia querer? Eu não vejo como é possível o fato de o BitCoin ser o instrumento de negociação escolhido por criminosos cautelosos ser de alguma forma indicativo de sua fragilidade.

Quanto a negócios legítimos que aceitam BitCoin, dá uma checada nessa página: https://en.bitcoin.it/wiki/Trade. Em particular, compro jogos com BitCoins aqui: JJGames.com. Fora isso, se você for um especulador ou minerado que ganhou algum dinheiro com BitCoin, você pode simplesmente trocá-lo por outra moeda em algum dos sites de câmbio de BitCoins existentes, o único brasileiro não é lá muito ativo: Mercado Bitcoin. O tal valor “virtual” do BitCoin é tão “virtual” quanto o valor de ações da Bovespa, com a diferença que você não precisa de esperar o horário de pregão para vender — funciona direto, inclusive nos finais de semana.

E baseado na afirmação:

“bitcoins e seus entusiastas residem na mágica intersecção de

  • pessoas que não entendem o mercado financeiro,
  • pessoas que não entendem investimentos, e
  • pessoas que não entendem matemática.”

concluo que se as pessoas que fizeram e ainda fazem o BitCoin entendessem tanto de mercado financeiro, investimentos e matemática quando o Sr. Izzy A. Nobre, ele com absoluta certeza não existiria…

Diablo 3 Real Damage Per Second Calculator

May 19, 2012

I have created an application that calculates the (real) DPS of weapons in Diablo III, whether single or dual wielding. Quoting the description:

Choose your weapons wisely and know how much damage you truly deliver in Diablo 3!

Good old days when bigger was better is gone! In Blizzard™’s Diablo III™, except for the most simple and non-magical weapons, the DPS (Damage per Second) reported can be misleading, because it does not take into consideration the extra magical damage an weapon may deliver. If not enough, things really gets wild when dual wielding, when you can deliver less damage than with a single weapon if you don’t carefully consider the specs of both weapons.
Tired of switching from desktop to game in order to use PC calculator to get the right DPS? Tired of building all the complicated formulas in your cell phone calculator, while your NPC companion complains you are wasting his time, just to know if using two axes is better than a single dagger? Have you never bothered knowing your DPS because it was too complicated?
If so, this application is for you! You will still need to type the values into your cell phone, but from the bare values it will magically deliver the true DPS you waste upon your foes!
You will have to input: base damage, extra magical damage and speed, for a single weapon or for two weapons, and the calculator will display your true DPS with that choice of weapons.
Please notice that this application was not made by Blizzard, and the formulas used within were devised from the gameplay itself.

Buy it from here: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.fractalgames

The source code is available here: https://www.gitorious.org/d3dpscalc. Please don’t compile it yourself then submit it to Google Play for free, because I don’t know how to sue you if you do…

Planned Obsolescence and Linux — A Real Case

June 30, 2010

Today I had to repair my sister’s PC. After more than 5 years, its internal clock battery ran out and needed to be replaced. Looking at it now, it made me consider: why do most people would want (or need) a computer better than that?

From observation and interview, I found that this how my sister uses her computer: chatting in MSN Messenger, reading emails, web-browsing, social-networking, viewing photos, watching You Tube videos, storing photos from her camera, listening to music, video-chatting with Skype, reading and writing USB sticks and occasionally doing some homework with OpenOffice. To complement that, she could also sporadically use it to watch a DVD.

In the interview, I asked what she thinks about the speed of her computer. She said there is nothing remarkable about it. Compared to my laptop (not one year old), she says it is a little slower. I asked how much, in numbers, and she said: “about 10%”. When I was leaving, she gave me a bonus info: “the slowest is my father’s laptop on Windows”. That is the only computer in house with Windows, it has 1 GB of RAM and a dual processor AMD Turion X2, the first 64 bits in the house, bought in 2007.

Her computer is an AMD Sempron 2200+, with the bizarre RAM count of 640 MB. It dates from 2004 and until today suits all her needs. Some parts were replaced later, and it has an 80GB SATA hard disk, and a 15” LCD wide-screen monitor, but the main internal parts are the same. The cooling fan is hang on green yarn because the old fan was destroyed by dust and the new one is too big to match the screw holes.

As you can see, it can not be considered to be in its best conditions, but it is working very well. Also, I can not say its average failure rate is greater than a new computer, after all, fans are often the first part to be replaced. Fact is, most computers do not get old enough to have its internal parts replaced. These parts do not age fast enough so to age faster than the software they run, what demands the whole computer to be replaced.

This old computer had Microsoft Windows XP installed until 2 years ago, and no new Microsoft product could fit comfortably in it, due its low amount of memory for those days standards. One day it stopped working due to natural Windows worn out, a fact Windows users are familiar with, and believes to be normal, that requires periodical system reinstall. That time I did not reinstall Windows. Instead, I installed Ubuntu 8.04. Since that time, it had no more viruses and the performance did not start to decrease with time. It got through 3 on-line system wide upgrades and is now running Ubuntu 9.10.

As many already knows, Ubuntu is a zero-cost free-as-in-freedom open source and easy to use flavor of GNU/Linux operating system. It came by default with all the software my sister needed to perform the aforementioned tasks, and much more is available on-line. Everything free as in beer, most of them free as in freedom. She can click on every virus and bad site links she wants without getting infected. As long as she does not type her personal info in the bad sites, she is safe.

Then I had, inside home, the best illustration on how Windows and many proprietary software contribute to early obsolescence of computer hardware. None of newer versions of Windows can run in my sister’s computer. Newer Windows uses at least 15 GB of disk, while Ubuntu fits into a CD and installed uses no more than 5 GB, counting the default applications, that includes an office package. This size can increase if install too many programs, but you do not count applications as part of the system, do you?

There are some tasks, like gaming and playing HD movies that do require newer hardware, but that old hardware is perfectly capable of performing any task most of the people need. The only need for a bigger hardware is to run new Windows and its accompanying must-have anti-virus. The tasks people actually perform in their computers are irrelevant to the hardware, compared to the bogus operating systems over it. See, it is not the nature of computers to slowdown over time. They should keep the same speed while the usage pattern of the user is the same. Also, for a set of functionality available in a software, it’s newer versions must perform at least as well for this same set. This means that there is no acceptable reason for newer Excel to need more resources than the older Excel if you will use them in the same way.

The practice to make things seems older without they actually being old is called planned obsolescence, and it is a disgusting practice in view of sustainability, not to mention human quality of life. My sister’s keyboard is horribly dirty. It would take me about 2 hours to clean in completely. Considering a new keyboard costs less than 10 dollars and my specialised work hour may cost more than that, it is more worthy to buy a new keyboard. But I will not do that. I prefer to clean my keyboard, as new ones are only cheap because there are semi-slave workers in China building them for less than 10 dollars a month.

On the Copying of Ideas

June 23, 2010

David Lewis Photo

David Lewis


While revisiting the article “The Paradoxes of Time Travel“, 1975, from David Kellogg Lewis, I noticed — for my surprise — how much my earlier post relates to the introductory ideas of the article. I clearly copied some ideas from him, although I was not fully aware of that while writing. There is a clear relation between the concept of personal time, from Lewis’ article, and the time perception, from my own. Also, the sole motivation for defining the idea of travel to past of future is from that article, where the concept is mentioned, although Lewis classify it as a travel to past.

Judging from now, the classification I presented — mainly the idea of continuous time travel — was deeply influenced by that article. What I did was to generalize the idea of “personal time” to the something more related to Einstein’s relativity, so it would be more close to what I understand of differences in time passing rate (and what I believe most people understand of the subject, if they understand anything at all). Thus, I could, for some kinds of time travel, argue about its physical feasibility.

Anyway, before writing the post, I did not get to the end of Lewis’ article. I told a friend I was thinking on classifying time travels and its paradoxes, and he gave me this article, from a contemporary philosopher. I started reading it, but could not resist the urge of starting my own article, so abandoned it in the middle. There it gets weird, because if I copied so much from him, I should at least have remembered when I read the article again (this time, the whole of it), but instead, the fact surprised me.

Another source of surprise is the idea of cause-effect loop, that I illustrated with a story featuring Jules Verne, and believe to be a pretty much original idea. Poor spirit of mine… don’t I know everything I dare to imagine was already imagined a thousand times before? The same idea was already in that same Lewis’ article, illustrated by the story of a time traveler who told his former self how to build the time machine, but in the part I did not read until after publishing my story.

Sure, my version of it is not very original, but was developed from a Mickey and Goofy comic book I’ve read more than ten years ago, where they travel to past and meet Jules Verne. But I only understood how serious was the matter when I found out about the closed timelike curves, and their potential effect on causality.

Lastly, I want to say that I am writing this because, after finding that Lewis’ article inspired me so much, I felt guilty of not giving proper credit. I also felt really sorry when I found he died in 2001 from health problems, so I can’t bother him with mails telling of my disagreement on his views of time paradoxes.